Depois de alguns anos, volto a encontrá-los e, como prometido, voltei para relatar os últimos acontecimentos da revolta entre os marinheiros que não mereceram estar na marinha...
O senhor presidente Hermes da Fonseca resolveu aceitar as condições dos marinheiros revoltosos. Todavia, após aqueles tolos terem entregues as armas e embarcações, o presidente reivindicou a expulsão de certos marinheiros.
Dessa forma, os malfeitores voltaram a ficar insatisfeitos e retornaram no começo de dezembro, fazendo outra revolta na Ilha das Cobras. Mas, graças aos defensores da tradição e da pátria, essa revolta foi fortemente reprimida, prendendo vários marinheiros em celas subterrâneas da Fortaleza da Ilha das Cobras. Neste local, aprenderam que com a marinha não se mexe, e viram o que, de fato são, condições desumanas. Alguns foram até enviados para a Amazônia, onde deveriam prestar trabalhos forçados na produção de borracha. Bela lição para os próximos jovens que pretenderem desonrar o nome da marinha.
Quanto ao líder da revolta, aquele tal de João Cândido, bem, ele foi expulso da Marinha e internado como louco no Hospital de Alienados. Muito bem feito, para que aprenda a lição. E, alguns dizem, que no ano de 1912, foi, infelizmente, absolvido das acusações junto com outros marinheiros que participaram da revolta.
Bem, com o passar dos anos, concluí que a Revolta da Chibata foi uma insatisfação ocorrida no início da República. Os marinheiros não deveriam ter sido desobedientes, mas os governantes trataram tal revolta entre meus semelhantes como algo a se tratar com a polícia. Se negociações ou soluções tivessem sido encontradas, tanto a situação da marinha como outras revoltas da república velha, provavelmente, melhorariam.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Revoltosos e sua revolta
Depois de um tempo longe, volto a lhes escrever sobre os acontecimentos dos últimos dias...
O estopim da tal revolta dos ingratos ocorreu quando um tal de Marcelino Rodrigues feriu um semelhante no navio que eu residia. Foi, muito bem castigado, com 250 chibatadas.
Todavia, outros marinheiros tão sujos e rebeldes quanto ele mataram o vosso glorioso comandante e mais três oficiais! Já na Baia da Guanabara, os revoltosos conseguiram o apoio dos marinheiros do encouraçado São Paulo. O clima ficou tenso e perigoso.
João Cândido, aquele sujo do Almirante Negro, escreveu uma carta para o senhor presidente Hermes da Fonseca reivindicando o fim dos castigos físicos, melhorias na alimentação e anistia para todos que participaram da revolta. Caso não fossem cumpridas as reivindicações, os revoltosos ameaçavam bombardear o Rio de Janeiro. Logo mais volto trazendo mais notícias!
E, sinceramente, que o senhor Hermes seja sábio e não dê corda para estes ingratos desobedientes!
O estopim da tal revolta dos ingratos ocorreu quando um tal de Marcelino Rodrigues feriu um semelhante no navio que eu residia. Foi, muito bem castigado, com 250 chibatadas.
Todavia, outros marinheiros tão sujos e rebeldes quanto ele mataram o vosso glorioso comandante e mais três oficiais! Já na Baia da Guanabara, os revoltosos conseguiram o apoio dos marinheiros do encouraçado São Paulo. O clima ficou tenso e perigoso.
João Cândido, aquele sujo do Almirante Negro, escreveu uma carta para o senhor presidente Hermes da Fonseca reivindicando o fim dos castigos físicos, melhorias na alimentação e anistia para todos que participaram da revolta. Caso não fossem cumpridas as reivindicações, os revoltosos ameaçavam bombardear o Rio de Janeiro. Logo mais volto trazendo mais notícias!
E, sinceramente, que o senhor Hermes seja sábio e não dê corda para estes ingratos desobedientes!
Marcadores:
http://migre.me/4sVk6 e http://migre.me/4sVkH
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Marcelino Rodrigues teve o merecido. Ao meu ver, ferir um colega da Marinha, dentro do encouraçado Minas Gerais, merece umas boas 250 chibatadas. No entanto, algo dentro das cabeças revolucionarias mudou.. O que era antes apenas um sentimento de revolta tornasse a uma barbarie sem igual.Como se já não bastase matar o comandante do navio e mais três oficiai, na Baia da Guanabara os revoltosos conseguiram o apoio dos marinheiros do encouraçado São Paulo. O clima ficou tenso e perigoso.
Ponham-se em seus lugares revoltosos!
Se esses safados cumprissem com seus deveres da forma como deveriam chibatadas nao seriam necessarias! Se quiserem crescer em carreira sugiro-lhes que obedeçam à ordem ou continuarão como meros marinheiros sem importância. Cumpram suas obrigações e, se não, que aguentem as chibatadas para deixarem de ser molengas!
Assinar:
Postagens (Atom)


